quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Clasico CARLOS PELLEGRINI G1

GRAN PRÊMIO PELLEGRINI 2010!!!

NO DIA 11/12/ DE 2010 EN SAN ISIDRO XIN XU LIN DO INICIO AO FIM DOS 2.400MTS DE GRAMA ENXARCADA CONQUISTOU A PROVA MAIS COBIÇADA DO TURFE SUL AMERICANO.PROVANDO QUE NOSSAS RAIAS TEM MUITA QUALIDADE,TANTO EM PEDIGREE COMO EM TREINADORES JOQUEIS E CAVALARIÇOS.UMA LARGADA CERTEIRA UM DOMONIO ESPETACULAR DURANTE TODA PROVA, MAGISTRAL CONDUÇÃO DO JOQUEY A.CORRÊIA.SÓ TEMOS QUE COMEMORAR PORQUE NÃO É TODO DIA QUE VENCEMOS UMA PROVA DE GRUPO 1 COM TÃO BONS ADVERSÁRIOS.E SABE SE LÁ QUE XIN XU LIN NÃO SERÁ TAMBEM UM FUTURO GRANDE GARANHÃO.



FELIZ 2011 ATODOS!!!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

DAMAS!!!


Rainhas da Criação Mundial

Não é de hoje, que tenho enorme respeito, pelas linhas maternas de um pedigree. Ela dita as regras num geral, no tocante a onde poderemos chegar, com um animal. Se o garanhão é importante, digo que a reprodutora é fundamental. Muitos desenvolvem teorias, conceitos, para definir algo que a pista seleciona ao natural. Cada um tira suas conclusões. Quem estuda e observa mais, sempre sai na frente, e colhe melhores frutos.

Para um rápido entendimento, dosagem significa a mistura adequada das aptidões, para gerar velocistas, milheiros, fundistas ou Stayers. O turfe brasileiro atual, tem desviado sua vocação natural na criação de fundistas e milheiros. A moda é velocidade e precocidade. Não importa se aos 4 anos, estes mesmos produtos, estejam correndo claimings ou recheando noturnas de segunda-feira. O que eles querem é seguir a moda.

Quando buscamos um animal para distâncias alentadas, buscamos sires com de cargas genéticas mais apropriadas para tal (fundistas). Se a pretensão é gerar um velocista, usa-se maior quantidade de sangues de velocidade em regra. Lembre-se, que não existe comprovação científica, para transmissão de aptidão locomotora. Vários fatores contribuem na formação do produto em questão.

Importante lembrar, que grandes éguas, exercem em muitos casos, marcante influência nas aptidões corredoras de grandes campeões, podendo serem consideradas, perfeitas "Rainhas na Reprodução ". Friar’s Daughter, Lady Josephine, Lady Juror, Myrawalla, Mumtaz Mahal, Myrobella, Polly Flinders, Rough Shod e The Squaw têm capacidade de transmitirem, vocação para velocidade. Apenas, como exemplo, Maniatao, bem sucedido produtor, e pai de grandes velocistas no Brasil, acusava em seu pedigree as presenças de Lady Juror, Lady Josephine e Mumtaz Mahal. Devemos citar ainda, Hang Ten - com inbeeding em Mumtaz Mahal da razão de 4 x 5 - ; excelente avô materno em solo nacional, onde deixou sua marca, pelos craques : Val de Grace (GP. São Paulo Gr.1 - invicto), Flying Finn (GP. Brasil Gr.1), além de Murano e Old Pretender (GP. Cruzeiro do Sul Gr.1 - Derby).

O craque argentino Forli (Aristophanes) - Tinha inbreeding 4 X 4 em Lady Juror (GB). O fenomenal sire Sadler´s Wells (USA) - Tem seu pedigree, em sua linha baixa.

Abernant (GB) - Famoso sprinter, tem como segunda mãe, Mumtaz Mahal, sendo este o 2º avô materno de nosso conhecido St.Chad (GB), importante fonte de velocidade, que mesmo assim, gerou ainda, ótimos fundistas - Bretagne (Brz) GP. São Paulo G.1, Asola (Brz) GP. Diana G.1), etc...

Mahmoud (Fr) - Importante semental, tem como segunda mãe, Mumtaz Mahal (GB) - É o 2º avô materno de Northern Dancer.


Almahmoud (USA)
Maniatão (Arg)
Nogara (Ity)


Outro grupo de fêmeas ilustres representado por Almahmoud, Boudoir II, Judy O’Grady, La Troienne, Pretty Polly, Qurrat-Al-Ayn e Schiaparelli, seria responsável pela transmissão conjunta de velocidade e classicismo, o que modela bem a aptidão da classe "intermediate" de Varola. La Troienne está presente, tanto no pedigree de Make Tracks, como no de Buckpasser, o primeiro velocista e o segundo um belo exemplo de animal de grande classicismo, ainda muito respeitado nas pistas, pelos seus descendentes em atividades reprodutivas. Buckpasser, aparece como 2º avô materno de Danehill (USA) - Atual Chefe de Raça, do turfe moderno. Seus filhos, sempre gerando craques. Uma sensação nas pistas !!!

Descende de Schiaparelli - o respeitado sire Shantung (Fr) pai de Felicio (Fr) - Elemento refinado de pedigree, que gerou o Tríplice Coroado Itajara (Brz) e Romarin (Brz) - (barbarizando nas pistas como sire).

Buckpasser (USA) - No Brasil, se faz presente pelo sangue de Giant Gentleman (USA) - já mostrando serviço em Gr.1, Gr.2. Não podemos esquecer de citar, que Spend a Buck (USA) - vencedor do Kentucky Derby Gr.1, gerou muitos craques aqui no Brasil. Um sangue notável para grama, ou areia.

Almahmoud (USA) - Presente na linha materna dos importantes sires, Northern Dancer (Can), Danehill, Halo, Machiavellian (inbree 4x4), Jules, Burooj, entre outros. Uma das modernas "dosadoras" da criação americana. São comuns inbreedings sobre ela, nos atuais cruzamentos, ao redor do mundo.

Aurora, Astronomie, Crepuscule Dalmary, Djezima, Feola, Myrtlewood, Phase, Reliance III, Sister Sarah, Teresina e Zariba e Frizette (destacada em matéria recente, neste jornal), são transmissoras de evidente classicismo, consagrado no mundo inteiro, sendo que estes nomes podem ser encontrados em muitos pedigrees de ganhadores de Derby.

O grupo responsável por consistência e coragem, podemos citar, Book Law, Double Life, Nogara, Miss Disco, Plucky Liege, Scapa Flow, Selene, Trustful, Veneta. Nomes encontrado em muitíssimos cavalos, portadores de campanhas, que exigiram imenso combate, entre grandes valores de maravilhosas gerações, como é o caso de Nearco, filho de Nogara, que venceu o Grand Prix de Paris sobre Bois Roussel, sendo este, filho da sensacional Plucky Liége.

Selene (16 vitórias (1.000 a 2.800m) em 22 atuações). Égua de altíssimo valor genético, produziu gerou 14 elementos, dentre eles 3 chefes de raça : Hyperion, Pharamond e Sickle.

O último grupo é constituído por apenas três éguas que parecem dotadas do poder de transmitirem a stamina necessária para os grandes percursos, quais sejam Brownhylda, Brulette (Prix du Cadram G.1 em 4.000m) e Amber Flash. Essa aptidão para os percursos longos ainda pode ser transmitido por algumas das éguas do grupo anterior.

Mumtaz Mahal um dos fenômenos da criação internacional, tanto em aspecto, como corredora extraordinária. Brownhylda, foi uma das raras transmissoras de resistência e stamina. Tinha tipologia de animal fundista.

Temos que respeitar toda influência e aptidões, que elas transmitiram, aos seus descendentes, ao longo de várias gerações. Algumas delas chegam a preponderar sobre a parte masculina, como é o caso de Scapa Flow, mãe dos irmãos inteiros representados pelos chefes de raça Fairway e Pharos, além da potranca Fair Isle. Temos a convicção de que sem a presença de Scapa Flow, jamais Fairway conseguiria ganhar 12 corridas, inclusive provas em distâncias alentadas, como os Eclipse, Newmarket e Champion Stakes (todas em 2000m) e ainda a famosa e seletiva prova para stayers, o St.Leger (2800m), assim como Pharos não teria triunfado em 14 oportunidades, inclusive na Liverpool Cup (2400m). O contra-argumento seria a influência de Chaucer (St. Simon), o avô materno, mas parece perfeitamente comprovável que apenas ele, como transmissor de stamina, não seria suficiente para garantir a resistência desses filhos de Phalaris, não fosse a presença de Scapa Flow.

Pharos e Fairway - ; estão presentes na linha alta e baixa de Quipardo (Pharas) - 1º avô materno de Cacique Negro (Brz) - um dos melhores corredores do Brasil, de todos os tempos.

Zenabre (Brz) - Pharas (Pharis) por Pharos - Mãe por Seventh Wonder (GB) por Pharos

Clackson (Brz) - I Say (Sayajirão) por Nearco (Pharos) - Mãe por Pharas (Pharis) por Pharos

Immensity (Brz) - Zenabre por Pharas (Pharis) por Pharos - Mãe por Mountmartre (Full Sail) por Fairway

Se analisado o pedigree de Fair Copy, ganhador de 8 corridas, desde os 1000 metros do Chesham Stakes, até os 2000 metros da Atlantic Cup, mais os places nas provas de fundo como o St. Leger e o Jockey Club Stakes, ambos em 2800 metros, apenas a presença do "staminado" Sunstar não seria suficiente para garantir tais façanhas. Característica que passou, quase que intacta, a sua filha Mumtaz Mahal. Já sua filha Lady Juror, elemento também muito veloz, teve a capacidade de ganhar o Jockey Club Stakes, em 2800 metros, certamente por influência de seu pai, Son-In-Law, mas revelou-se como transmissora de velocidade, através de seus filhos e netos, como Fair Trial (milheiro e um dos paradigmas da velocidade), Festoon (sprinter a milheira), Neolight (idem), The Recorder (sprinter, mas que alcançou a milha e meia) e Tudor Minstrel (extraordinário sprinter/miler), entre outros.

Lembrar, que Sallust (GB) por Pall Mall - Palestine (Fair Trial) - É o 1º avô materno da grande revelação na criação nacional : Romarin (Itajara). Será isso sorte ou qualidades em seu pedigree ?

Outras dessas "Rainhas" ainda se caracterizaram como transmissoras de temperamentos fortes, às vezes até de caráter instável, como foi o caso de Feola que, segundo o hipólogo John Aiscan era égua de péssimo gênio, que acabou transmitindo a muitos de seus descendentes. Principalmente as transmissoras de velocidade (Mumtaz Mahal, Lady Juror e Lady Josephine), assim como muitas daquelas éguas consideradas clássicas Astronomie, Djezima e Zariba, entre outras, seguem em muitos casos a tendência de predominar sobre os machos.

Lady Josephine foi reconhecida como uma das éguas mais velozes de seu tempo. Scapa Flow, um dos primeiros admiráveis exemplos de prepotência feminina. Lady Josephine, a grande raiz de velocidade pura e mãe de duas das mais extraordinárias éguas da criação mundial : Lady Juror e Mumtaz Mahal. Feola, uma "dama"de péssimo gênio, mas transmissora de alta qualidade. Para se ter uma idéia, da importância de Mumtaz Mahal nos dias atuais, devemos citar, que a craque Zarkava (Ire) F.2005 - ganhadora do Prix de L'Arc de Triomphe G.1, invicta em sete atuações (5 x G1), pertence ao seu veio materno.





Lady Juror (GB)
Scapa Flow (GB)
Mumtaz Mahal (GB)


Além das broodmares inglesas, irlandesas, francesas e norte-americanas, temos que citar ainda, com grande influência nos pedigrees internacionais, éguas oriundas da Itália, Alemanha, América do Sul e Argentina. Do Brasil, destaque para, Risota (Thignon Lafré, Rabat, Lucky And Fast, Drambuia, Only Once, Clouet, Play Violin, entre outros). Embora o número de éguas analisadas seja muito pequeno em vista do imenso universo de grandes produtoras, elas merecem destaque, pelo simples fato de terem formados verdadeiros clãs na criação do puro de sangue de corridas, ajudando na aptidão de um animal.

No grupo "classic" devemos citar ainda, as argentinas Crescent, Fallow e Sierra Leona. Ainda devemos mencionar as brasileiras Colita e Queen Fairy. Bella Paola, uma das mais importantes éguas, originária do sangue alemão, e que difundiu sua descendência para outros países. Outro time de alto nível, deve ser lembrado : Carissima, Lady Be Good, Lea Lark, Montagnana, Sansonnet, Source Sucrée, Striking e Pocahontas.

Striking (USA) - Deixou sua colaboração aqui no Brasil, já que Effervescing (USA) pai de Sweet Eternity (GP. São Paulo G.1), Midnight Tiger (USA) e Redattore (Brz) Sire G.1, descendem dela. Smarty Jones (USA) - 1º Kentucky Derby G.1 e Preakness G.1, tem sua presença na linha materna. Devemos citar ainda : Private Account (USA), Woodman (USA) e Mutakaddin. Etc.

Lady Be Good (USA) - Dela descendem os consagrados : Zizal (G1), Polish Precedent (G1), Mining (G1), entre outros.

Bella Paola (Ger) - Filha de Rhea II (Ger) - sendo esta, 3ª mãe de nosso conhecido Henri le Balafré (Fr) - Sire consagrado.

Pocahontas (USA) - Deixou sua marca, pelo pedigrees de nosso conhecido, Present The Colors (USA) - via linha alta, Tom Rolfe. Produziu : Satyr (Brz) - 1º Derby Paulista G.1; - Uneasy Plum (Brz) - 1º GP. Diana G.1 etc. Outro que merece destaque, é Baligh (Ire) por Sadler´s Wells - já que Pocahontas - é sua terceira mãe. Como esquecer de seu filho, Straight Flush (Brz) - vencedor do GP. Brasil e São Paulo G.1. Já se destacando avô materno G.1, por seu filho Starman. Suas filhas valem ouro, alguém se deu conta disso ? New Colony (French Colonial) - por Tom Rolfe (Ribot x Pocahontas) - Pai de Gorylla (Brz) - GP. Carlos Pellegrini G.1.

É evidente que muitas outras éguas de grande prestígio na criação internacional, ficaram de fora desta pequena matéria. Algumas delas, devem ser citadas, como integrantes desse grupo de elite, tais como : Arbitrator, Aspidistra, Big Event, Flaming Page, Galla Colours, Intriguing, Missy Baba, Mixed Marriage, Neocracy, Rustom Mahal, Segula, Pocahontas e Concertina, entre outras. Todas elas, fazem parte também, deste time de fantásticas broodmares. Ao longo de várias gerações, continuam respondendo nas pistas, porque são consideradas, verdadeiras "Rainhas da Criação Mundial".

sábado, 2 de outubro de 2010

TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÃO...


dashing-daring

O que é Transferência de Embrião (T.E.)?
É uma técnica na qual se colhe o embrião do útero
de uma égua e se transfere para o útero de outra.

A égua da qual colhemos o embrião chamamos de Doadora e a que recebe o embrião de Receptora.

Como a técnica é aplicada?
Após um período de 6 a 9 dias da ovulação um cateter de silicone é alojado no útero da doadora. Através deste cateter (sonda) um volume de 1/2 a 1 litro de solução é depositado no interior do útero. A solução é então drenada passando por um filtro que retem o embrião.

O embrião é localizado na placa com o auxilio de uma lupa e transferido para uma outra placa contendo solução de manutenção. Nesta última placa permanece até o momento de ser transferido para o útero da égua receptora onde se desenvolverá.

O potro que vai nascer da Transferência de Embrião não tem nada da genética da receptora?
Não, a receptora participa apenas no desenvolvimento do produto. A genética é dos pais biológicos.

Uma amostra de pêlo do pai, da mãe e do produto são analisados por um laboratório credenciado para se determinar geneticamente, através do DNA, o parentesco dos animais envolvidos. Esta comprovação através do DNA é técnica rotineira e amplamente utilizada inclusive com seres humanos.

Qual é a idade mínima para se inscrever uma égua no programa de T.E. ?
Aos 2 anos de idade já é possível se ter resultado, porem não julgamos ser a melhor idade. Na maioria das raças as potrancas já tem um bom desenvolvimento corpóreo e do aparelho reprodutivo ao redor dos 3 anos. A plenitude é alcançada 2 ou 3 anos mais tarde.

Quando é indicada e quais são os benefícios trazidos pela T.E. ?
A técnica pode nos ajudar em inúmeras situações:

•Na égua com idade avançada, que tem mais propensão a ter problemas para criar um produto saudável;
•Na égua com problemas de locomoção, que pode ter o problema agravado com ganho de peso durante uma gestação;
•Na égua com problema no aparelho reprodutor, que torna a gestação de alto risco;
•Na égua produtora de animais superiores, que com a técnica de transferência de embrião, pode ter mais de um produto por ano, inclusive com garanhões diferentes;
•Na égua em competição, que não necessita mais parar a campanha nas pistas para ingressar na reprodução. A grande contribuição da técnica nesta categoria torna-se evidente quando temos a potranca permanecendo mais tempo em atividade nas pistas e gerando produtos, nas receptoras, como se estivesse no haras em reprodução.
Essa técnica atrapalha na performance de uma competidora?
Para a grande maioria das éguas em competição a técnica não atrapalha em absolutamente nada. Por muitos anos temos trabalhado com animais em pleno exercício de treinamento para competição e o resultado é muito bom tanto na qualidade dos embriões produzidos quanto na manutenção da alta performance

programa de insimanação artificial



Todas as reprodutoras são inseminadas artificialmente. Para isso, são submetidas ao controle reprodutivo através de palpação retal e ultra-sonografia. O controle se faz com a freqüência necessária para se determinar o melhor momento para realizar a inseminação.

Com o auxílio do ultra-som as alterações fisiológicas dos ovários e útero podem ser observados de maneira eficiente e segura para a reprodutora. O exame dos ovários nos revela a presença do folículo maduro, prestes a ovular. Este é o momento aguardado para se realizar a inseminação.

O sêmen do garanhão é, então, coletado, com auxilio de vagina artificial, manipulado e avaliado no laboratório. Somente após a verificação da qualidade do sêmen é que a reprodutora é inseminada. Temos ainda a opção da utilização de sêmen congelado, nacional ou importado.

O exame com o ultra-som continua sendo realizado na reprodutora, desta vez para se verificar a ovulação, momento em que o folículo se rompe e libera o óvulo, que será fertilizado pelo espermatozóide colocado no útero da reprodutora pela inseminação artificial.

Caso não tenha ocorrido a ovulação nas 48 horas após a inseminação, a reprodutora é inseminada novamente. Após alguns dias da ovulação, de 11 a 15 dias, será realizado o primeiro exame ultrasonográfico para a detecção da prenhez. Rotineiramente serão realizados exames para acompanhar o desenvolvimento do embrião.

Caso a reprodutora esteja no programa de Transferência de Embrião (T.E.), entre 6 e 9 dias após a ovulação procederemos a lavagem uterina para recuperar o embrião e transferi-lo a uma égua receptora.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

inseminação!!!



A Inseminação Artificial em Equinos
20/10/2007
A Reprodução Equina foi marcada através dos tempos por duas grandes inovações fundamentais: a Inseminação Artificial (IA) e mais recentemente a Transferência de Embriões.

A IA equina é uma técnica que, consiste em recolher o sémen de um garanhão, dividilo em várias doses e em seguida depositar cada uma dessas doses no interior do útero das éguas em estro. A IA permite assim obter várias doses a partir de um só ejaculado de forma a poder beneficiar várias éguas com um só salto.

As técnicas de IA utilizadas hoje em dia permitem obter resultados idênticos aos obtidos com a monta natural e são utilizadas sob três formas: a IA Fresco que utiliza sémen fresco, com o intervalo óptimo entre a recolha e a inseminação inferior a 30 minutos, a IA Fresco Refrigerado que utiliza sémen fresco, refrigerado a 4ºc e que permite um intervalo Recolha - Inseminação de 12h a 24h e a IA congelado que utiliza sémen congelado a uma temperatura de – 196ºC e que permite a sua conservação por tempo indeterminado. Contudo, nem todas estas técnicas são aplicáveis a todos os garanhões, uma vez que a qualidade do sémen de certos garanhões os exclui de determinados tipos de IA.

São atribuidas numerosas vantagens à IA uma vez que ela permite separar no tempo e no espaço a ejaculação da inseminação. Há uma maior protecção sanitária, porque limita-se o contacto entre os animais, evita-se os seus deslocamentos e as técnicas de reprodução são aplicadas em ambientes controlados, onde se efectuam controlos sanitários estrictos aos garanhões e éguas.

São efectuadas recolhas de sémen aos garanhões não mais que três vezes por semana, tempo este que permite a total recuperação da produção de espermatozóides. Existe então uma racionalização da utilização dos garanhões porque, há uma diminuição do número de saltos e do número de viagens em camião, o que permite a manutenção da carreira desportiva e reprodutiva do animal, em simultâneo.

A variabilidade individual entre garanhões (características seminais de cada garanhão) e os métodos de conservação de sémen, constituem algumas das limitações da IA.

O risco de consanguinidade aumenta se os garanhões afectos à Inseminação Artificial produzirem um maior número de poldros que os outros garanhões afectos à monta natural, o que não é o caso actualmente.

As dúvidas sobre a certificação de origens são satisfeitas pela identificação de todas as doses e pelo controle de filiação obrigatória dos poldros, produtos de Inseminação Artificial.

Os garanhões são submetidos a testes, seguindo critérios rigorosos para que possam ser admitidos à IA, tendo um número de certificados de cobrição limitado.

Uma má aplicação destas técnicas pode ter repercussões sobre a qualidade biológica do sémen (capacidade de fecundação) ou sobre a higiene das doses e sua aplicação.

A sua utilização requer conhecimentos específicos e por essa razão, só pode ser posta em prática por inseminadores ou chefes de centro nos centros de reprodução autorizados, tornando o custo financeiro da IA mais elevado no que diz respeito a pessoal qualificado e material utilizado.

O sucesso dos resultados obtidos reside no facto de se efectuar uma boa escolha das éguas a inseminar e a correcta manipulação do sémen, proveniente de garanhões férteis.

A inseminação artificial em equinos torna assim possível o aumento da utilização económica dos garanhões e o rápido melhoramento genético da espécie.


Bibliografia:
1. Insémination artificielle équine (1996) Guide Pratique. Edition Institut du Cheval, Paris.
2. Magistrini M (1999) L´Insemination Artificielle chez les équins. INRA Prod. Anim. Nouzilly 12: 347-349.
3. Magistrini M., Vidament M., (1992) Artificial Insemination in Horses. Recueil de Médicine Vétérinaire Spéciale : Reproduction des Equides, 168 (11-12), 959-967.
4. Magistrini M., Vidament M., (1999) L'insémination artificielle équine : des technologies à géométrie variable. CR 25e Journée de la recherche équine, Institut du Cheval, département DEFI, INA, Paris, 117-128.
5. Palmer E. (1984) Factors affecting stallion semen survival and fertility. Proc 10th Int. Cong. Anim. Reprod. And Artif. Insem. III: 377.

Autor
Cristiana Oliveira

LINGUA AMARRADA!!!


”?!


Alguns animais apresentam uma disfunção respiratória chamada “Deslocamento Dorsal do Palato Mole - DDPM”. Esta estrutura é responsável pela divisão da faringe em cavidade nasal e oral nos cavalos. Devido ao cavalo ser um respirador nasal obrigatório, é extremamente importante que o Palato Mole fique numa posição ventral (abaixo) à cartilagem Epiglote, exceto durante a deglutição para evitar que ingesta (água, alimentos, ou saliva) passe para o trato respiratório. O deslocamento dorsal (para cima) desta estrutura causa uma obstrução funcional a passagem do ar durante a expiração que pode levar a queda de rendimento e performance. Por tratar-se basicamente de uma estrutura muscular, o “amarramento” da língua tensiona rostralmente (para fora) o Palato, tendendo a impedir que ele se desloque dorsalmente, mantendo a passagem do ar para os pulmões.



Este procedimento pode permitir que o animal desempenhe sua função atlética de maneira adequada. Outra maneira de tentarmos prevenir este deslocamento é através do uso de um aparelho que “pressiona” o Palato Mole ventralmente, na intenção de mantê-lo em sua posição anatômica. Temos também o uso de equipamentos (cabeçadas) que restringem a abertura da boca durante o exercício. Estes equipamentos diminuem o efeito desestabilizante da respiração no Palato Mole. Em nosso hipódromo, os profissionais utilizam uma série de materiais para proceder a amarração, tais como, ataduras de crepe, meias femininas de seda, tiras de nylon com velcro, elásticos de borracha, etc.

Por ser uma estrutura extremante vascularizada e sensível, é imprescindível que a amarração da língua seja feita por profissional com extrema experiência neste tipo de procedimento. Algumas ocorrências verificadas nestes casos são a realização do nó extremante apertado, o que causa uma brutal diminuição do fluxo sanguíneo; nó frouxo que se solta durante o galope ou até mesmo na corrida; colocação do nó na posição errada, causando mordeduras da língua, entre outras.

O tratamento definitivo desta patologia é a correção cirúrgica que pode ser realizada através de diversas técnicas. Uma pesquisa recente realizada no Reino Unido mostra que cavalos, que tiveram a Língua Amarrada em corridas consecutivas, tiveram um aumento significativo de ganho em prêmios comparados a suas corridas antes da utilização deste procedimento, concluindo que a Língua Amarrada parece ter um efeito benéfico na performance do Puro Sangue Inglês.


Luís Renato Oseliero
Médico Veterinário – CRMV-SP: 11070

D. A. V.
Divisão de Assistência Veterinária
Jockey Club de São Paulo